Comunicação Jurídica no Digital para advogadosClareza, estratégia e ética para construir uma presença digital sem violar os deveres deontológicos.

“Ser escolhido começa com a decisão de ser encontrado.”
Filipa Santos sentada à secretária, a escrever num caderno junto ao computador portátil
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Percurso

Sobre mim

Retrato de Filipa Santos de pé, com os braços cruzados, em fundo claro
Antes de me dedicar à comunicação jurídica, o meu percurso foi inteiramente ligado ao Direito.

Licenciei-me em Direito, concluí o estágio na Ordem dos Advogados e trabalhei cerca de uma década na área jurídica, sobretudo em Direito Imobiliário.

Foi depois desses anos de experiência que comecei a equacionar abrir o meu próprio escritório. E surgiu uma pergunta que muitos profissionais acabam por enfrentar:

Num mercado com tantos advogados, como se constrói diferenciação junto de quem procura apoio jurídico?

Essa pergunta levou-me a explorar áreas que não fizeram parte da minha formação jurídica: marca pessoal, posicionamento, comunicação e estratégia digital.

Inicialmente, procurava respostas para mim.

Mas rapidamente percebi que aquela dificuldade não era apenas minha. Muitos advogados dominam o Direito, mas encontram uma dificuldade diferente: transformar aquilo que sabem numa presença digital capaz de transmitir clareza, confiança e diferenciação.

Foi essa constatação que me fez mudar de rumo.

Suspendi a minha inscrição na Ordem dos Advogados e nasceu este projeto, na interseção entre três áreas que acredito que devem caminhar juntas:

DireitoComunicaçãoDeontologia

Quatro pilares, um mesmo pensamento

Metodologia

01

Estar presente

Porque precisa um advogado de construir presença digital?

Antes da primeira conversa, muitas pessoas já pesquisaram o advogado, visitaram o seu website ou perfil e começaram a formar uma perceção sobre a sua competência, posicionamento e adequação ao problema que precisam de resolver.

A confiança começa, muitas vezes, antes do primeiro contacto.

02

Comunicar

Como transformar conhecimento jurídico em comunicação que as pessoas compreendem?

Saber Direito não significa saber comunicá-lo.

Comunicar exige transformar conhecimento jurídico complexo em informação clara, relevante e compreensível para quem não é jurista, sem perder o rigor que a profissão exige.

Porque quem está do outro lado não precisa apenas de saber o que diz a lei.

Precisa de perceber o que aquilo significa para a sua vida.

03

Crescer

Como transformar comunicação consistente em reconhecimento e oportunidades?

Crescer no digital não significa simplesmente publicar mais.

Significa comunicar com intenção e consistência, construir uma presença reconhecível e permitir que, ao longo do tempo, conhecimento, posicionamento e reputação se transformem em confiança.

Para que, quando surgir uma necessidade jurídica, o advogado já seja uma referência na mente de quem procura ajuda.

04

Comunicar dentro das regras

Como fazer tudo isto sem ignorar os deveres da profissão?

O artigo 94.º do Estatuto da Ordem dos Advogados, que regulava a informação e publicidade, foi revogado pela Lei n.º 6/2024.

A publicidade é hoje permitida. Mas isso não significa que tudo seja permitido.

A comunicação do advogado continua sujeita aos restantes deveres deontológicos aplicáveis à profissão.

Por isso, a questão já não é apenas: “Posso publicar isto?” É também:

“Como posso comunicar no digital sem comprometer os deveres da profissão?”

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